Peregrinação a pé a Fátima: um caminho de fé e de transformação

Ir em peregrinação a pé a Fátima era uma promessa que tinha há alguns anos e, confesso, andava ansiosa por cumprir. Sentia uma vontade muito grande de “ir ao encontro” de Nossa Senhora. 

Antes de avançar, vamos recuar até janeiro de 2020, altura em que fiz a inscrição num grupo de peregrinação, mas, nem dois meses passaram, estávamos nós em março desse ano e veio a pandemia. Claro que já se sabe o que aconteceu: dois anos sem existir peregrinação a Fátima. 

Os tempos foram passando e, ao longo destes últimos dois anos, a vontade de cumprir a promessa iam preenchendo cada vez mais os meus pensamentos e aumentava a cada dia que passava. Queria mesmo partir para esta jornada e não queria, nem podia, adiar mais este desejo de concretizar a minha promessa. 

Em março de 2022, inscrevi-me no "Grupo de Peregrinos a Pé de Travanca - Amarante".

Foi das melhores decisões e experiências da minha vida e uma coisa também sei, quero muito repetir a experiência. 

Quero, desde já, fazer uma ressalva. O que vou partilhar a seguir é a minha experiência e as minhas vivências enquanto peregrina. O que senti e o que vivi, é com toda a certeza, diferente das outras pessoas que já fizeram a mesma jornada.

Durante este último mês e meio, posso, por assim dizer, que tenho vivido dentro de uma espécie de bolha, não existe dia nenhum que não me lembre do que vivi, as saudades são muitas, ainda estava em peregrinação e já sentia saudades, dou por mim a cantar os cânticos… são memórias, boas, que ficam mesmo para a vida. 

Peregrinar não é o mesmo que ir a qualquer lado, é algo maior, transcendente e único. Pelo menos para mim foi assim. 

Etapa 0 – Da minha residência até à Cruz da Carreira (Castelo de Paiva)

A 27 de março, foi dia de fazer a etapa 0, por assim dizer, da peregrinação a pé a Fátima, ou seja, caminhei desde o local da minha residência até à Cruz da Carreira, em Castelo de Paiva, sítio onde o autocarro ia deixar os peregrinos, no dia 5 de maio, para darmos início à peregrinação. 

O “dia” começou bem cedo, ainda muito de noite, pois tínhamos 42 quilómetros pela frente. 

Foram nove horas a caminhar, por entre partilhas, emoções, momentos de introspeção, risos, orações, paragens e umas companheiras à altura. 

Desenvolvemos logo empatia umas pelas outras, culminado numa relação de amizade profunda e verdadeira. 

Nossa Senhora soube quem colocou no meu caminho e eu só posso estar imensamente grata, por ter umas parceiras muito especiais e as que eu precisava para me acompanharem. 

Concluímos a etapa O com sucesso. Foram os primeiros passos da tão ansiada peregrinação e tiveram, desde logo, um grande impacto em mim. 

Cheguei a casa de coração cheio, em paz, muito feliz e com uma vontade ainda maior de fazer a peregrinação.

Reunião de preparação para a peregrinação 

No dia 24 de abril, houve uma reunião com a organização e os peregrinos onde nos foram dadas todas as informações, esclarecidas todas as dúvidas e onde ficamos a saber o nosso número de peregrino, o grupo que íamos integrar e a/o Guia. 

O meu número foi o seis e o Grupo número um, liderado pela Guia Helena Ribeiro. 

Etapa 1: Cruz da Carreira - Cesar | 25 quilómetros

O despertador estava programado para despertar às duas horas da madrugada, mas aconteceu aquilo que eu já previa: acordei antes. O corpo, principalmente, a mente já estava preparada para a peregrinação e não queria perder tempo. 

Levantei-me e, tal como combinado com as minhas companheiras, que estavam com medo de não acordar, telefonei para cada uma. A primeira recusou a chamada, tudo bem, está acordada, começamos bem, penso eu, mas estava enganada, pois tinha à minha espera uma peripécia. Quando telefono para a segunda parceira, atende outra senhora, por segundos, ainda pensei que era a brincar, mas logo vi que não, pois quem é que ia brincar às duas horas da manhã? Conclusão: tinha telefonado para o número errado. 

Se por acaso a senhora que eu acordei estiver a ler o artigo, que foi muito simpática, por sinal, dada a hora, mais uma vez aceite as minhas mais sinceras desculpas. 

Ainda tinha que telefonar à terceira amiga, mas até estava com receio, mas não. Correu tudo bem e, imaginem, até atendeu a chamada. Já diz o ditado “à terceira é de vez”. 

Chamadas feitas, foi tempo de me preparar. De véspera já deixei tudo pronto, a roupa que ia vestir e uma mochila pequena que me ia acompanhar no dia-a-dia, pois dois dias antes já tinha ido entregar o chamado “saco-cama”, com um "saco-cama", a almofada e uma manta, outro saco com as roupas, calçado e os artigos de higiene e uma cadeira para usar ao almoço e jantar e para descansar. 

Estava pronta para seguir viagem e era chegado o momento das despedidas. Fui invadida por um misto de emoções, mas consegui manter-me firme e não chorar.  

Fomos as quatro juntas até ao Quartel dos Bombeiros de Amarante, ponto de paragem do autocarro para levar os peregrinos até à Cruz da Carreira. 

Quando chegámos à Cruz da Carreira, fomos divididos pelos grupos, eram quatro, e entregaram-nos o nosso “Kit” de peregrino: um chapéu, um colete refletor e uma fita com o nosso número. 

Feita a entrega do material, foi altura de o Senhor Padre Cláudio rezar e abençoar os peregrinos. 

Terminado este momento, formámos os grupos, à frente ia sempre uma cruz, que era levada pelos peregrinos que assim o desejassem e depois a placa do Grupo 1 com os peregrinos atrás, a placa do Grupo 2, com os peregrinos atrás e assim sucessivamente. Cada Grupo ia acompanhado pelo Guia. 

Demos, desta forma, início à peregrinação. 

Após a paragem para o pequeno-almoço o Grupo que ia à frente com a Cruz passava para último e ia para a frente o Grupo que estava em segundo. Foi sempre assim ao longo da peregrinação. 

Neste primeiro dia de percurso percorremos vinte e cinco quilómetros.

Senti uma energia única. Nunca sentira em mais lado nenhum. Estava acordada desde as 2h00 da manhã, tinha vivido muitas emoções, no entanto, não estava cansada. 

Era o primeiro dia da jornada, mas já tinha sido invadida por sentimentos e vivências tão bons que é inexplicável transpor em palavras. 

Tudo era novo, único e especial. Estava em peregrinação e estava tão grata.

Ao pequeno-almoço a organização tinha o cuidado de colocar, todos os dias, uma frase inspiracional/motivacional em todas as mesas. Cada grupo tinha uma mesa e a frase era diferente de mesa para mesa. Outra atenção que a organização tinha era na disposição das coisas que colocavam na mesa, um dia as canecas estavam de uma forma, noutro estavam de maneira diferente. 

Refeição feita era hora de retomarmos caminho e foi aí que nos ofereceram um terço que me acompanhou sempre e que fazia questão de levar nas mãos sempre que rezávamos o terço. Era um ritual, todos os dias, após o pequeno-almoço enquanto caminhávamos rezávamos sempre o terço.  

A meio da manhã ainda fazíamos uma nova paragem para reforço alimentar, que apelidámos de "paragem da maçã": havia sempre fruta e, neste dia, como tinham sido panados no jantar do dia anterior, também tivemos direito a panados. Caso existissem sobras de comida do jantar eram servidas nesta pausa alimentar. 

Um parêntesis para dizer que a comida era excelente, muito bem confecionada, servida em muita quantidade e variada. Nunca faltou nada e ainda fomos brindados com miminhos, como, por exemplo, rabanadas, pão-de-ló, aletria…

Ao longo do dia todos os momentos foram marcantes, mas chegar ao acampamento e perceber que a primeira etapa estava concluída e ter os elementos da organização à nossa espera a bater palmas, fez-me libertar todas as emoções que vinham “escondidas”.

Sentia muita gratidão, paz, motivação e fé. Muita fé. 

No acampamento tínhamos à nossa espera as cadeiras e o almoço estava pronto. Uma massa à lavrador deliciosa, que, agora que estou a recordar, já estou a salivar. 

Foi sentar e aguardar pela minha vez para ir buscar o almoço. Não íamos todos juntos. Íamos, à vez, por grupos. 

Antes do almoço, agradecíamos sempre com um cântico (“Abençoai Senhor a nossa refeição e pela vida fora todos nós tenhamos pão”), a oração “Glória ao Pai” e benzíamo-nos. 

O almoço era colocado num tabuleiro e, depois, almoçávamos sentados, as pernas eram a nossa mesa. As bebidas eram servidas por membros da organização.

Estava estipulado só caminharmos de manhã, por isso após o almoço estávamos livres para descansarmos, tomar banho, ir à missa…

Nesse dia, os nossos sacos já estavam no pavilhão e após o almoço foi tempo de irmos procurar e “arranjarmos o nosso quarto”. Ficámos divididos por grupos, mas podíamos escolher o nosso sítio dentro daquele espaço pertencente ao grupo. 

“Quarto” pronto: deitei-me um pouco sobre o colchão e ainda comecei a escrever uma suposta publicação que tinha em mente fazer para as minhas redes sociais, mas, nesse momento, senti um apelo em desligar e foi mesmo isso que fiz. Escrevi o texto no meu bloco de notas, mas ficou aí mesmo. 

Entre o descanso e o banho chegou a hora da missa. 

Durante a missa o Senhor Padre David disse o seguinte: “esta peregrinação é uma viagem para dentro de nós”. E era mesmo isso que eu estava a sentir. Fui movida pela fé, isso não se questiona, mas também precisava de estar comigo, de me abstrair de tudo e focar-me só e apenas na peregrinação. 

A missa foi algo indescritível e as palavras do Senhor Padre, tão certeiras, entraram, sem pedir licença, pela minha alma e provocaram uma revolução interior que se manifestou sob a forma de choro. Chorei muito, mesmo muito. Foi uma sensação libertadora, mas, ao mesmo tempo, fez-me serenar. 

Após a missa era hora de jantar e a seguir era necessário preparar as coisas para o outro dia e dormir. 

À noite, tal era a ansiedade, pois, como já referi, o que estava a viver era novo e único, não conseguia dormir. Fui invadida por muitos pensamentos e sentimentos, a minha cabeça estava a viver um turbilhão de sensações.

Lembro-me de me sentar no colchão e olhar para as minhas companheiras e de as ver a dormir, como eu as invejei, mas no bom sentido, não pensem que estando eu em peregrinação estava a pecar. 

Nessa noite praticamente não dormi e quando consegui adormecer foi um sono tão leve que me apercebi de tudo.

Etapa 2: Cesar – Albergaria-a-Velha | 28 quilómetros

Por volta das 3h30 da madrugada, as luzes do pavilhão acenderam, era desta forma que erámos acordados. Não existiam despertadores e deitávamo-nos sem saber a hora a que íamos ser acordados.  

Não havia tempo a perder, era vestir e arrumar as nossas coisas. Depois de tudo arrumado tínhamos que levar os nossos sacos ao camião e os primeiros a ficarem prontos ajudavam os outros peregrinos. 

Numa peregrinação o espírito de entreajuda tem que estar sempre presente. 

Sacos entregues no camião era tempo de tomar uma espécie de “pequeno-almoço”, chã, café, bolachas e pão-de-leite. Rezávamos sempre antes de iniciarmos a jornada e pelas quatro da madrugada colocávamos pés ao caminho. 

Etapa 3: Albergaria-a-Velha – Seminário de Mogofores | 29,2 quilómetros 

Foi ao terceiro dia que comecei a fazer alergia ao alcatrão e ao calor. 

Estava um dia mesmo quente e após o reforço da manhã, custou-me mais prosseguir com a caminhada, sentia muito calor. 

Vinha entretida nos meus pensamentos quando comecei a ver alguns peregrinos a parar. E o que era? Um menino pequenino muito fofo, sentado com uma bacia cheia de rebuçados para oferecer aos peregrinos. Foi mesmo um momento muito doce. 

Mesmo a terminar a caminhada, necessitávamos de passar a estação ferroviária de Mogofores, por isso tínhamos uma grande escadaria para subir e, claro, depois para descer. 

Custou, mas logo em baixo, tínhamos a organização, efusiva, como sempre, à nossa espera. 

Neste dia, tínhamos à nossa espera um pavilhão com ótimas condições: água quente, uma cabine de chuveiro individual. Foi um luxo e soube mesmo bem tomar banho nestas condições. 

Durante a tarde estava deitada no colchão e comecei a sentir um cheirinho ótimo, levantei-me e vim à “cozinha” ver o que era: as cozinheiras estavam a fazer, nada mais, nada menos, rabanadas. 

Foi a nossa sobremesa e só posso dizer que estavam uma delícia. Tão deliciosas que após o jantar as senhoras da cozinha estavam a partilhar a receita. 

Etapa 4: Seminário de Mogofores – Coimbra | 30 quilómetros

"Quem chega a Coimbra, chega a Fátima", foi com esta frase que parti para a quarta etapa da peregrinação. Era domingo e estava, tal como nos últimos dias, muito calor. 

Na caminhada tivemos uma situação engraçada. Tínhamos que atravessar a linha de caminho-de-ferro, e não é que nessa altura, as cancelas fecharam e uma parte do grupo ficou antes e a outra depois da linha? Enquanto esperávamos, procurei uma sombra, estava mesmo muito calor. 

Gostei da parte final da jornada a apreciar Coimbra, uma cidade de que gosto particularmente. Passámos o Portugal dos Pequeninos, em direção ao Pavilhão que nos ia acolher nessa noite, e foi inevitável não pensar na Maria João, apesar de já lá termos estado. 

Neste dia, excecionalmente, os banhos foram antes do almoço, e até soube bem, pois estava muito calor, mas quando a água começou a cair, fria, mudei logo de opinião, mas faz parte da jornada…

Aproveitámos a tarde e fomos beber umas águas fresquinhas. As esplanadas estavam cheias, ficámos mesmo pelo interior do café. 

A missa de domingo foi ao ar livre e no final tivemos direito a um miminho (fomos muito mimados pela organização): uma forma no formato de anjinho. 

Etapa 5: Coimbra – Redinha (Pombal) | 27,3 quilómetros

Foi o dia que estive mais em silêncio, em introspeção. Já íamos no quarto dia de peregrinação e apesar de estar bem psicologicamente, as saudades de casa eram muitas. 

Às 8h30 telefonei à Maria João que estava a caminho do infantário e que me atendeu muito feliz. Conversámos e como forma de “despedida” cantei uma música que costumávamos cantar ao acordar (e que depois de ter regressado da peregrinação já cantei várias vezes): “Bom dia, Bom dia Maria, Bom dia, minha mãe". Ficou ainda mais feliz e com risinhos de alegria despedimo-nos. Contive as lágrimas e continuei caminho. 

Cruzamo-nos com vários outros peregrinos. O pequeno-almoço foi-nos disponibilizado numa área de serviço que dividimos com outro grupo. Passaram vários grupos e a frase que nos acompanha foi dita “Bom dia. Boa viagem” acompanhadas de bater de palmas como forma de dar força, alento, encorajar e provar que já estão a conseguir fazer o caminho.

Estivemos a conversar com uma peregrina de 77 anos de um outro grupo de peregrinação que encontrámos e ao desejar boa viagem, a senhora respondeu “igualmente” e, passados uns segundos, disse “para todos nós. As nossas passadas são as mesmas”. Sábias palavras e tão verdadeiras. 

Dei por mim a pensar que dia era, não parecia segunda-feira e também não parecia que o dia anterior tinha sido domingo. Estava mesmo confusa e desligada de tudo. 

Etapa 6 - Redinha (Pombal) – Caranguejeira | 35,7 quilómetros

Foi a etapa mais longa da peregrinação e foi feita debaixo de muito calor. A minha alergia nos pés estava mais acentuada que nunca, tinha muita comichão, estava com bolhas e com uma cor roxa. Não reconhecia os meus pés. 

Na paragem para o pequeno-almoço e após ser vista pela equipa da saúde, fui aconselhada a tomar um anti-histamínico. Já sabia que ia dar muita sonolência e com o calor que estava, tive algum receio. Mas não, consegui caminhar sem sono, mas com muito mal-estar nos pés. Apesar de tudo isto continuava com uma força inexplicável. 

Quando cheguei ao acampamento e me sentei à espera do almoço, o sono veio com toda a força. Almocei com muita sonolência e, após o almoço, tive mesmo que dormir encostada ao ombro de uma das minhas companheiras. “Apaguei” completamente! Obrigada, literalmente, pelo ombro amigo, companheira. 

O local dos banhos deste dia foi num local singular. Para ter acesso ao banho tivemos que esperar na Igreja, depois passámos para a sacristia para tirar a roupa e depois para uma "casa de banho” improvisada que a organização preparou eximiamente e onde havia dois chuveiros, com água quente, para tomar banho. É caso para dizer que foram uns banhos abençoados. 

A nostalgia pairava no ar, era o penúltimo dia da peregrinação, ao outro dia chegávamos ao nosso destino. 

Após o jantar, a organização e os peregrinos reuniram-se no pavilhão e foi altura de agradecer, de partilhar a experiência, quem quisesse, foi uma espécie de "reunião final".  

Etapa 7: Caranguejeira – Fátima

Chegada ao Santuário de Fátima: um turbilhão de emoções e de gratidão

Uma sensação inigualável. 

Estamos a chegar ao Santuário. 

O coração palpita com mais força.

Entrámos, de mãos dadas, no Santuário de Fátima. 

Lágrimas. 

Gratidão. 

Fé. 

Conquista.

Consegui cumprir a promessa. 

Era dia 11 de maio e estávamos em peregrinação desde o dia 5. Foram sete dias numa caminhada de Luz e de transformação, num caminho feito de (muita) fé, riso, choro, muitas emoções, partilhas, alegrias, orações, momentos de silêncio, de introspeção, de reflexão e de uma serenidade e força inexplicáveis, onde o meu coração esteve sempre em paz. 

Uma coisa eu sei: a luz que se acendeu em mim ao chegar ao Santuário de Fátima, jamais se vai apagar. 

Mais de um mês se passou e ainda não estou em mim, pela experiência, única, que vivi, mas também pelo impacto que senti quando cheguei ao Santuário. É mesmo algo indescritível e de muita emoção, onde as lágrimas de alegria e de gratidão caem pelo rosto. 

As palavras, essas, ainda hoje são escassas para descrever tudo o que vivi e senti. Foi, sem dúvida, um caminho muito feliz.  

Ainda hoje me emociono ao reviver tudo. 

Tive o privilégio de ter três companheiras maravilhosas, que contribuíram e muito para que este caminho fosse mágico. Já lhes disse, mas nunca é demais repetir: meninas, agora que entraram na minha vida nunca mais vão sair. 

Foi com o coração cheio de gratidão, ainda com mais fé e devoção que regressei a casa e aos meus. Foi com as lágrimas a caírem e a alma em paz que recebi o tão ansiado abraço. 

A todos os que fizeram a peregrinação comigo, o meu muito obrigada. 

À organização, que foi notável, não tenho mesmo nada a apontar, correu tudo muito bem, não podia ter tido melhor experiência, o meu muito obrigada.

À guia Helena Ribeiro, o meu muito obrigada.

Às minhas três companheiras, que sem saberem deram-me muito, o meu muito obrigada. Um dia vamos repetir a experiência juntas. 

Um conselho: se nunca fizeram uma peregrinação, façam. A vida ganha um novo sentido e fôlego. Pelo menos a minha ganhou. 

Jantar do Grupo de Peregrinação a Fátima 

Como forma de culminar a peregrinação, realizou-se no dia 25 de junho de 2022, um jantar, no Restaurante Ti'Ana, em Travanca. 

Foi uma belíssima forma de voltarmos a estar juntos, a partilhar as boas memórias e a reviver os momentos que passámos. 

Mais uma vez, a organização brindou-nos com duas surpresas: um vídeo com momentos da peregrinação e uma "espécie de pergaminho", com as assinaturas dos Guias e do responsável da organização, uma fotografia e umas quadras sobre o que é "Ser Peregrino". 

Foi uma noite muito feliz. Vim para casa com o coração cheio de alegria e gratidão. 

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