Museu do Côa: viagem pela Arte Rupestre e pelo Douro Vinhateiro

Quando chegámos ao Museu do Côa, em Vila Nova de Foz Côa, fomos recebidos pelo sossego, apenas interrompido pela imponência da paisagem envolvente, que evidencia a profunda ligação entre o Homem e a Natureza. Inserido de forma harmoniosa no topo da colina, o Museu do Côa, um dos maiores museus portugueses, destaca-se como um espaço único que celebra dois patrimónios mundiais: a Arte Pré-histórica do Vale do Côa e a Paisagem Vinhateira do Douro. Um verdadeiro encontro entre passado e presente, história e território.

Para além da vertente expositiva, o Museu é também um importante centro de acolhimento para investigadores que pretendam estudar o Côa, através da maior biblioteca nacional dedicada à Arte Rupestre.

Gostámos muito de conhecer o Museu do Côa, uma experiência verdadeiramente enriquecedora que nos permitiu aprofundar e interpretar a imensidão e complexidade da História e da Arte Côa. Apesar de já termos estado no Museu, na altura a Maria João tinha apenas 2 anos, a visita despertou grande interesse e curiosidade, especialmente na Maria João, que, ao que apurei, posteriormente, falou na escola sobre as Artes Rupestres com entusiasmo e conhecimento, o que me deixou profundamente feliz. Saber que ela viveu esta experiência de forma tão significativa e que a levou para o seu contexto escolar foi, sem dúvida, muito gratificante.

Parque Arqueológico do Vale do Côa

No extremo Norte do distrito da Guarda, na região conhecida por Alto Douro, encontra-se um verdadeiro tesouro da Pré-História: o Parque Arqueológico do Vale do Côa. Por toda a margem final do rio Côa, encontram-se mais de 80 sítios com Arte Rupestre e cerca de 1.200 rochas gravadas, abrangendo um território de 200 kms2 que inclui áreas dos concelhos de Vila Nova de Foz Côa, Figueira de Castelo Rodrigo, Pinhel e Mêda.

As gravuras estão distribuídas ao longo de dois importantes eixos fluviais: o rio Côa, com cerca de 30 quilómetros de extensão, e o rio Douro, estendendo-se ao longo de 15 quilómetros, para os dois lados após a confluência com o Côa. Reconhecendo a importância patrimonial e cultural destes achados, foi criado, a 10 de agosto de 1996, o Parque Arqueológico do Vale do Côa, com a função de proteger, estudar e divulgar a arte rupestre à sociedade.

Para além do Museu do Côa não deixe de visitar os sítios de Arte Rupestre do Parque Arqueológico do Vale do Côa. Esta experiência ficou para uma próxima oportunidade, já que, na altura, o Duarte ainda não tinha idade para participar.

Uma experiência gastronómica com vista privilegiada


O Douro Vinhateiro é, para mim, uma das regiões mais bonitas do país. Para além das paisagens de cortar a respiração e dos vinhos reconhecidos a nível nacional e mundial, é também um destino gastronómico de excelência que deixa qualquer um de “água na boca”.

Foi precisamente isso que vivemos no Restaurante Côa Museu, situado no próprio Museu. Mais do que uma refeição, foi uma experiência sensorial completa: sabores regionais, ambiente acolhedor e uma vista absolutamente deslumbrante.

De referir que o Restaurante Côa Museu tem ainda serviço de cafetaria e refeições ligeiras.

O cuidado e a atenção dos funcionários merecem também destaque, especialmente pelo carinho com a Maria João, a quem trouxeram material para colorir, permitindo que estivesse entretida e feliz.

Passadiços do Côa: caminhar entre dois patrimónios mundiais

A visita ao Museu ficou completa com um passeio pelos Passadiços do Côa. São 930 metros de percurso, com 890 degraus e um desnível de 160 metros, que ligam duas paisagens classificadas como Património Mundial pela UNESCO: a Arte Pré-Histórica do Vale do Côa e a Paisagem do Douro Vinhateiro.

Uma experiência que merece destaque e que partilhei no seguinte artigo, com todas as informações e a nossa vivência.

- Passadiços do Côa desenhados na natureza

Depois de visitarmos Vila Nova de Foz Côa, rumámos a Castelo Rodrigo, uma das 12 Aldeias Históricas de Portugal, que pode conhecer melhor aqui. A Casa da Amendoeira foi a nossa escolha para pernoitar, uma casinha encantadora, com ambiente acolhedor e ideal para quem valoriza sossego e autenticidade, mesmo no interior da muralha. 

___________________________________________________________________________

Já nos acompanha nas redes sociais? Temos todo o gosto que nos siga, por isso, aceda ao Facebook e ao Instagram

Comentários

Mensagens populares