Trilho dos Castanheiros: enriqueça a alma enquanto caminha

Em Portugal e não só, claro, são muitos os locais que vale a pena conhecer pela sua gastronomia, natureza e história e, Amarante, a minha terra natal, não é exceção. Vá, eu sei que sou suspeita, mas esta cidade a Norte de Portugal tem um encanto especial, seja em que altura do ano for. 

O Trilho dos Castanheiros é mais um dos (bons) motivos a integrar a vasta lista de atributos desta cidade e está aí para receber os muitos turistas e, claro, os Amarantinos. 

Que me diz de percorrer o Trilho dos Castanheiros, em plena cidade de Amarante, ao longo da margem esquerda do Tâmega, sempre com a companhia do Rio com o mesmo nome? Já está mais do que convencida/o, não está? 

São quatro quilómetros para caminhar, em modo linear, de dificuldade baixa e, no início, com uma vista soberba para o centro histórico, nomeadamente, para a Igreja do Convento de São Gonçalo e Ponte de São Gonçalo.

Este Trilho convida, desde logo, a acalmar o ritmo das passadas e, até, a um certo bucolismo, quando já estamos embrenhadas na vereda. É com este espírito que deve partir à sua descoberta. 

Rico em extensas paisagens, grande parte delas em tons de verde, e com uma vista (sempre) aberta para o Rio Tâmega, é o refúgio que procura para fugir do stress do quotidiano.

Provavelmente, nesta altura do ano sente que precisa de desligar, de voltar a encontrar o equilíbrio e de ganhar forças para terminar o ano de 2022 da melhor forma, por isso, deixo aqui a sugestão ideal. 

Pegue em roupa e calçado confortável, numa garrafa de água e na máquina fotográfica ou/o telemóvel e venha connosco “desenferrujar as pernas”.

Cruze-se com a cultura e a natureza 

O Trilho dos Castanheiros tem início, praticamente, “por baixo” da emblemática e símbolo da identidade de Amarante, a Ponte de São Gonçalo, com 50 metros de comprimento. 

É aqui, no início do Trilho que temos uma visão deslumbrante, sobre (alguns) (d)os ex-líbris de Amarante: a Ponte, a Igreja do Convento de São Gonçalo, o Rio Tâmega e parte do Centro Histórico. 

É um autêntico deleite para os sentidos. Mesmo para mim que tenho o privilégio de ver todos os dias esta paisagem. Encanto-me sempre, pois, é, de facto, mágica.

A combinação da arquitetura histórica com a beleza do ambiente, a paz e a tranquilidade do local são o convite perfeito para percorrer o Trilho dos Castanheiros. Aliás, o início não podia ser mais apelativo e convidativo. 

Regra geral, todos os dias, é possível ver estes Monumentos espelhados no Rio. Uma visão extraordinária que permite umas fotografias mesmo bonitas!

Recupere o fôlego, não de cansaço, mas de tanto se maravilhar com a incrível paisagem. 

Sei que vai ser difícil arredar pé, mas inspire e expire. Siga o caminho. 

De certeza que nesta parte inicial, vão ser feitas várias paragens para contemplar a paisagem e a máquina fotográfica ou/o telemóvel vão estar sempre a “disparar”. Eu compreendo, o caso não é para menos. 

Simplicidade e natureza são as palavras que melhor definem este percurso, e, até, posso afirmar que é um percurso romântico, por onde pode passear, sempre com vistas para o Rio Tâmega, com a sua cara-metade, com toda a tranquilidade e sossego. 

No entanto, sozinha/o com amigos, família e, até, com os seus companheiros de quatro patas, deve percorrer o Trilho dos Castanheiros

Conecte-se à tranquilidade

Faça-se ao caminho. Vai encontrar, à sua esquerda, o Parque Florestal, um pulmão verde de Amarante. Do seu lado direito tem acesso ao açude existente na zona dos Morleiros e à Ilha dos Amores, na qual foi colocado um lajeado de pedra que permite uma travessia segura do Tâmega e que é “uma porta de entrada” para o Trilhos das Azenhas (pode ler o artigo aqui), mais um percurso que não pode deixar de conhecer e percorrer. 

Quer esteja a fazer o Trilho dos Castanheiros ou das Azenhas, terá sempre vistas para um e para outro, sendo que o Trilho das Azenhas é mais extenso que o dos Castanheiros, logo a partir de determinado ponto deixa de ver este percurso. 

No que diz respeito à fauna, à flora e à natureza, o encadeamento dos dois trilhos é idêntico e foi incutido pelo rio que criou habitats únicos e particulares, quer no que se refere a espécies animais ou arbóreas.

A partir daqui está pronto para conectar-se à tranquilidade. Sinta o silêncio. É retemperador, não é?

O Outono, em Amarante, é uma autêntica explosão de cores, chega a ser mesmo fascinante. No Trilho dos Castanheiros não é exceção e são várias as folhas que encontrámos pelo chão e não resistimos a fazer dois jogos enquanto caminhávamos.

No primeiro jogo só podíamos pisar as folhas, no segundo foi exatamente o contrário, não podíamos pisar as folhas, o que se tornou um tarefa quase impossível, mas que deu para nos divertirmos muito e soltar umas boas gargalhadas. 

O Trilho faz-se devagar para apreciar a beleza natural e, mais ou menos a meio do percurso, encontra-se a Pista de Pesca do Formão, que foi redesenhada e daí resultou a melhoria das suas condições de uso. Caso pretenda pode aceder a esta pista a partir do lugar das Carvalhinhas, em Cepelos. 

Uma pequena ponte de madeira está junto a este local. A pedido da Maria João, sentámo-nos para tirar uma fotografia. A nossa companhia canina também queria e era vê-la toda entusiasmada a querer subir.

Prosseguindo o Trilho, ora em terra batida, ora em paralelos ou cimento, vá parando e apreciando a paisagem. Pode ser que tenha a mesma sorte que nós tivemos: vimos vários mergulhões em fila a voar. 

O percurso está “apetrechado” de placards informativos, uma boa forma de ficar a conhecer melhor as espécies animais e vegetais com que se pode contactar ao longo dos percursos.  

Mesmo a chegar ao fim do Trilho vai encontrar um banco de madeira, extremamente convidativo a sentar e contemplar. Sentámo-nos e estivemos a apreciar dois patos nas suas vidas, nas rochas do rio, indiferentes à nossa presença. 

A terminar, em beleza, existe uma espécie de varandim em madeira com um banco que permite aos visitantes sentar e contemplar a vista, mas também para observar as aves que “habitam” o rio, tais como patos, garça-real, corvo marinho, guarda-rios, mas também as que estão em trânsito, ora para o Norte da Europa, ora para África, e que em Amarante param para descansar ou nidificar. 

Já agora, saiba que ambos os trilhos oferecem excelentes zonas para a observação de aves, por isso não se esqueça de levar os binóculos consigo!

Nós adorámos explorar espaços que valorizam o contacto com a Natureza, por isso foi com grande alegria que percorremos o Trilho.

Como vê, não faltam motivos para partir à descoberta do Trilho dos Castanheiros.

Venha daí, a caminhar ou a correr, em plena harmonia com a Natureza. 

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Em Amarante, não deixe de percorrer, também, o Trilho das Azenhas. Saiba tudo aqui.

Se gosta de caminhadas na natureza, então, dirigia-se até à Serra do Marão. À sua espera está o Trilho “O Marão tem Sangue Azul”

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